Uma Coletânea de Fábulas do Século XXI
Fábulas não contam sobre animais. São espelhos. Alguns leitores apenas demoram mais para perceber para qual animal estão olhando.
Um corvo que confunde eco com companhia. Um castor que esquece por que constrói. Um polvo com oito braços incapaz de terminar uma única tarefa. Uma aranha que transforma conexão em prisão. Uma onça que vende atalhos para lugares onde nunca esteve.
Em A Sociedade dos Animais Confusos, Lucas Giesteira Unger reinventa uma das formas mais antigas da literatura para refletir sobre uma das épocas mais confusas da história.
Entre humor, ironia e filosofia, estas fábulas transformam ansiedade, hiperconectividade, excesso de informação, burocracia, produtividade, identidade e solidão em personagens inesquecíveis. Cada história parece falar de animais. Aos poucos, o leitor descobre que sempre esteve lendo sobre si mesmo.
Toda época inventa os seus monstros. A nossa prefere chamá-los de hábitos.